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Como diferenciar telemedicina de telessaúde

A classe médica já conhece telemedicina e telessaúde.

No Brasil, a regulamentação desses temas é discutida há mais de uma década.

Depois da admissão da telemedicina pelo Ministério da Saúde durante a pandemia, os termos ganharam ainda mais destaque.

Mas nem sempre eles são usados do jeito correto.

A popularização de “telemedicina” gerou confusão com “telessaúde”.

Os dois são parecidos, mas não são a mesma coisa.

Grande parte da confusão vem de um ponto em comum: tecnologia.

Ambos usam internet e ferramentas digitais para viabilizar serviços de saúde.

Isso beneficia pacientes e profissionais, em qualquer lugar do país.

Na prática, ajuda a ampliar acesso, qualidade e a reduzir barreiras geográficas.

Vamos entender a diferença?

Telessaúde é um termo “guarda-chuva”.

Ele inclui qualquer serviço de saúde feito a distância com apoio de tecnologia.

Isso pode envolver atendimento, ensino e pesquisa em saúde.

Dentro de telessaúde, existem vários subtipos.

Exemplos: telediagnóstico, telecirurgia e teleconsulta.

Todos dependem de comunicação e informação (e, em alguns casos, robótica).

E não se limita à Medicina.

Áreas como fisioterapia, odontologia e ortodontia também usam telessaúde.

Isso amplia alcance e cria novas possibilidades de cuidado.

Telemedicina

A telemedicina é uma parte da telessaúde.

Ela se refere apenas a atos médicos feitos com apoio de tecnologia.

A Resolução CFM nº 1.643/2002 define telemedicina como exercício da Medicina com comunicação audiovisual e dados.

O objetivo inclui assistência, educação e pesquisa em saúde.

Na prática, a tecnologia viabiliza troca de informações entre médico e paciente.

E também entre médicos, para suporte, discussão e orientação clínica.

Em alguns cenários, ela pode envolver consulta à distância, monitoramento e diagnóstico.

Telemedicina e Telessaúde: qual a diferença?

No Brasil, os registros iniciais dessas práticas aparecem desde a década de 90.

E, na prática, é difícil falar de telemedicina sem falar de telessaúde.

Então, telemedicina é telessaúde? Sim.

Mas telessaúde é telemedicina? Não.

Telessaúde é mais ampla: cobre toda a saúde, não só atos médicos.

Telemedicina é uma subcategoria, com foco exclusivo na prática médica.

Muita gente usa os termos como sinônimos.

No dia a dia, isso pode não “quebrar” nada.

Mas, para atuar, é necessário seguir as regras e normas dos órgãos competentes.

Quem foge das regras pode sofrer sanções do conselho e também da lei.

No Brasil, conselhos profissionais e o Ministério da Saúde são reguladores centrais.

Em 2020, uma Portaria ampliou usos como atendimento pré-clínico, suporte, monitoramento e diagnóstico.

E a tendência é que a regulamentação siga evoluindo, com regras mais claras e estáveis.

Enquanto isso, a recomendação é usar plataformas idôneas e seguras.

Assim, você protege o paciente e também o seu exercício profissional.

Quer saber mais sobre a telemedicina? Acesse o nosso blog.


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